quinta-feira, 28 de abril de 2011

Os Discípulos de Jesus

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Ser cristão a cada dia que passa tem sido um tremendo desafio, principalmente para aqueles que não negociam os preceitos da Palavra de Deus. Muitos tem se dito cristãos nos últimos dias! Entretanto são poucos os que entendem o que Jesus quis dizer lá em Lucas 9.23 "se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me." Como essas palavras são desafiadoras para nós! Ser cristão não é simplesmente ir a igreja domingo após domingo, cumprir os rituais eclesiásticos - muitas vezes até mecanicamente. Não podemos esquecer que antes da coroa temos uma cruz. Jesus inicia dizendo que temos que negarmos a nós mesmos. O verbo "negar" está no imperativo! O cristão não tem escolha quanto a negar ou não o próprio "eu", uma vez que nascemos de novo não temos mais direitos. Jesus é aquele que requer de nós toda a primazia!

Em segundo lugar o mestre diz: "tome a sua cruz". Semelhantemente ao verbo anterior o verbo "tome" está no imperativo! A cruz nesse contexto não está relacionado a uma sogra chata, um pingo de uma goteira que cai em cima de você. Jesus estava falando com pessoas do primeiro século que sabiam o que ele estava querendo dizer com "cruz". Jesus diz para aqueles que querem segui-lo devem estar dispostos a morrer por Ele. Será que estamos nessa disposição? Quantas vezes vivemos como se não existisse o amanhã! Andamos como quem não deve prestar contas a Deus! Devemos estar no rumo certo e isto saberemos se estivermos afinados com a Sua Palavra!

Em ultimo lugar Jesus diz: "siga-me" É interessante que nos dois primeiros verbos Jesus faz exortações que precisavam ser vistas pois não estavam sendo praticadas. Jesus mandou que negassem a si mesmo e tomassem a sua cruz porque não estavam fazendo isso. No ultimo verbo "siga-me" podemos entender a luz do texto original o mestre dizendo "continuem me seguindo". Isso é muito interessante, pois a multidão estava seguindo a Jesus, mas não estavam negando o próprio eu e nem estavam tomando a cruz! Quantas vezes estamos como a multidão? Estamos seguindo o mestre, mas sem entender o que de fato é ser um verdadeiro cristão. Seguir a Jesus é mais do que qualquer programação no dia de domindo (infelizmente foi isso que o culto se transformou), ou na sexta de oração! Ser Cristão é negar o próprio coração para sermos mais parecidos com o mestre!
Que Deus nos ajude a sermos cristãos melhores!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

NOVOS DESAFIOS A FÉ EVANGÉLICA


Vivemos em um contexto onde a Igreja de Deus tem enfrentado crises tremendas, por não perceber em que âmbito está inserida. A sociedade busca a satisfação no efêmero, no fragmentário e no caótico. Não há mais um interesse pelo conteúdo do que se prova e sim, uma busca desesperada por satisfazer os sentidos, sem que haja um sentimento de culpa. Essa sociedade apresenta novos desafios à fé evangélica.
Existe um abismo entre o movimento pós-moderno e o cristianismo, no que diz respeito a uma compreensão mais apurada do mesmo em relação ao movimento do tempo presente, o qual denominamos pós-modernismo. A igreja encontra-se de mãos atadas por não saber como ser “boca de Deus” em uma sociedade que não tem seus padrões pautados na verdade, pois a verdade é relativa no meio de um povo que odeia os absolutos. O que vale é o que “dá certo” e não aquilo que é certo. O entretenimento substituiu, em boa parte das nossas igrejas, a vocação daqueles aos quais Deus chamou. É triste perceber como a hermenêutica dos sentidos tem imperado no evangelicalismo brasileiro de forma surpreendente. Nisto percebemos a influência do pós-modernismo na atmosfera moral do povo evangélico brasileiro, onde tudo é feito sem uma real compreensão dos ritos.
A pós-modernidade tem se infiltrado de forma sutil no meio evangélico, através da filosofia, da arte, da musica, da cultura e por último, através da teologia. Não se sabe mais, à luz do campo visual, quem verdadeiramente é regenerado ou não, pois a grande marca dessa sociedade na qual estamos inseridos é a confusão daquilo que é verdade, a saber, a palavra de Deus. Chega até ser difícil, defender a fé cristã se não for baseada em uma apologética pressuposicional, e mais ainda, numa apologética relacional, onde os indivíduos são atraídos para o evangelho através de relacionamentos significativos entre crentes e não crentes. Desprezando solenemente o aviso bíblico. Isaías 5:20 Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!
Enfim, é necessário que se tenha uma compreensão do momento em que se encontra a sociedade, para então, podermos atuar de forma significativa nesse contexto chamado pós-modernidade. Ou pagaremos o preço e seremos extintos.